Capturar Um Assassino | Fantaspoa 2025
Última atualização: 23/04/2025
Filmes que homenageiam filmes marcam minha formação cinéfila, logo ali nos anos 1990, com Pânico de Wes Craven e agora, em 2025, mais uma vez o tema ressurge em minha trajetória com Capturar Um Assassino, de Teddy Grennan. Nesta produção se vê em meio ao ataque de um serial killer.
Otto (Sam Brooks) limpa cenas de crimes, assiste filmes de terror e fuma maconha. A rotina do jovem de 20 anos está passando por uma pequena mudança, pois sua namorada está grávida do primeiro filho do casal. Em meio a sua rotina de trabalho ele precisa lidar com o assédio moral de sua ex-amante e chefe, Peggy (Tommi Rose), bem como com o desprezo do Detetive Cobain (Michael Weaver). Rose (Grace Chang), por outro lado, uma vidente parceira da polícia, surge como um porto seguro para o sonhador rapaz que ainda deseja ser um detetive.
Assim sendo, em algum momento o mundo do crime conspira a seu favor. Enquanto Otto assite a um clássico slasher, sua mente aguçada e seu profundo conhecimento sobre cinema de gênero percebem que alguns crimes cometidos nos últimos meses podem estar ligados. A ponta do fio condutor de sua teoria é o número 1428 da rua Elm.

Muitas personagens femininas sub-aproveitadas
Infelizmente um das características marcantes de Capturar Um Assassino é um grande elenco feminino, apresentado sem muito desenvolvimento ao longo da narrativa. A detetive Peggy parece estar em cena apenas para ser a bad bitch que atormenta o protagonista no início. Sua melhor amiga, Rose, um artifício para justificar algo sobrenatural que o roteiro apresenta até agora não sei por qual motivo. A esposa grávida… bem, se temos uma grávida subaproveitada, sabemos de cara que ela é útil apenas para gerar comoção.
Como consequência desse mal desenvolvimento, passamos o filme inteiro aguardando o momento em que as personagens importantes para Otto serão “colocadas na geladeira“, para que ele possa tomar uma atitude mais drástica com relação ao assassino que persegue.

(f)Alta tensão em Capturar um Assassino
A atmosfera de filme B, bem como a fotografia que imprime na tela uma textura de película a la Planeta Terror, tornam o filme muito estiloso. O romance que poderia ser piegas parece honesto. As peças mal encaixadas no início, ganham contornos nítidos no momento certo. A dúvida de sobre quem é o assassino também é bem orientada. Entretanto, algo falta.
Fico pensando no quanto Capturar um Assassino carece de mais tensionamentos. A acusação de assédio sexual poderia ser mais explorada. Gerar talvez mais hostilidade contra Otto. Ou, talvez, sua personagem parecer um pouco mais descompensada em sua obsessão com filmes de terror. Algo assim geraria mais dúvidas no espectador sobre a inocência dele.
Ainda assim, sem dúvidas, o melhor de assistir a produção e se pegar quase que lado a lado de Otto, tentando encontrar as demais referências a clássicos do terror, principalmente dos filmes slashers. Assista e encontre referências a O Bebê de Rosemary, Pânico e Se7en.
Acompanhe a cobertura do festival em nosso post âncora, neste link aqui.

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